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13/06/2013

Programa Agricultura Familiar e Agroecologia

Bananeiros fazem transição para a agroecologia

Na região de Maquiné, há muitos bananais, predominando a produção convencional, com uso de agrotóxicos e adubação química. A ANAMA, através do Projeto “Agricultura Familiar e Agroecologia: geração de renda e qualidade de vida no Litoral Norte do RS” desenvolveu um curso voltado para bananeiros que já vinham trabalhando no sistema de produção agroecológico e outros em fase inicial da transição para a agroecologia. A demanda pela formação partiu dos próprios produtores, que buscavam uma alternativa ao mercado convencional não só pelo custo de produção elevado como e o baixo preço de venda da banana como também pela preocupação com a exposição aos agrotóxicos.


O curso, realizado em cinco etapas, entre outubro de 2012 e março deste ano, teve como participantes seis famílias de pequenos agricultores e contou com parceria do Técnico da Biobacter Jaime Carvalho. A cada etapa do curso foram levantadas limitações dos sistemas praticados e discutidas alternativas técnicas a serem implementadas nos bananais. Ao término, obteve-se uma serie de conhecimentos construídos pelo grupo que originaram uma proposta de manejo ecológico.

 


Os principais desafios encontrados foram a manutenção da produtividade do bananal e alcançar uma banana com qualidade para o mercado. Neste último quesito, o tamanho, a coloração, o peso e o sabor são características importantes valorizadas pelos consumidores.


A utilização de biofertilizantes à base de pó de rocha foi uma das técnicas desenvolvidas no projeto, que trabalha com soluções para cultivos através da biomineralização. A cada encontro realizaram-se atividades práticas para ensinar os agricultores a produzirem seus próprios biofertilizantes, para que tenham autonomia.


Faz quase um ano que o produtor Paulo César da Silva reservou dois hectares e iniciou a transição agroecológica (tem ainda oito hectares de bananal convencional). Ele retirou todo o tipo de agrotóxico do bananal novo (a parte destinada à agroecologia). As principais diferenças percebidas pelo agricultor foi a redução dos custos e o aumento da mão de obra no manejo. Inicialmente inseguro com a possibilidade de perda de produtividade com o novo sistema, atualmente esta já não é mais uma preocupação. Por enquanto, já sabe que o gosto da fruta está mais doce. Além disso, está consorciando a área com palmeira juçara, para a produção do açaí, já vem colhendo frutos, através do incentivo da Anama para o aproveitamento dos frutos para a produção de polpa.


As experiências como a de Paulo César são chamadas de áreas demonstrativas, que servem também de exemplo para que outras famílias conheçam o processo e aprendam como se faz.

 


Tanto para o meio ambiente, quanto para os agricultores e consumidores, são muitos os benefícios de se fazer a transição para a agroecologia, segundo João Gustavo Goularte Rupp, técnico da ANAMA:

- Agrega vida ao solo, melhorando sua estrutura.
- Melhora a qualidade da banana, fornecendo para o mercado um produto mais saboroso e nutritivo.
- O valor comercial da banana no mercado orgânico pode ser até 30% superior ao do valor do mercado convencional.
- Abandonando o uso de fertilizantes químicos, o produtor deixa de contaminar a sua própria família e os consumidores (já que manuseava os venenos e também consumia o produto),
- Preserva a natureza, cuidando da terra, deixando de poluir os mananciais hídricos e mantendo viva a cadeia de insetos ao redor do bananal.

Também um dos técnicos responsáveis por assessorar as famílias, Evandro Mateus Moura explica que na adubação química se aumenta a dosagem a cada ano porque o solo vai desequilibrando, então é preciso um investimento maior para recuperar a própria terra cultivada. Já dentro da agroecologia a tendência é justamente o contrário. Como o sistema vai entrando em equilíbrio, o investimento diminui e a área se torna auto-sustentável, mesmo que no começo possa ter um custo um pouco maior, por conta dos recursos empregados na biomineralização.


O valor de comercialização da banana orgânica pode ser melhor do que o convencional, a diferença de preço alcançada é devido à forma de comercialização e o mercado para o onde é vendido. O mercado institucional da alimentação escolar, assim como a venda direta em feiras, são exemplos disso. A ANAMA tem assessorado na busca deste mercado específico e fomentado a organização coletiva e também articula a inserção das famílias que participam do projeto no Plano Nacional de Alimentação Escolar, que estabelece que no mínimo 30% dos alimentos que abastecem as escolas têm que vir da agricultura familiar. E há um trabalho de conscientização com as nutricionistas para que indiquem o agroecológico. Os agricultores também se integram a Rede Ecovida (link para http://www.ecovida.org.br/), para receberem a avaliação de conformidade da produção orgânica do produto, após concluírem a transição entre os sistemas.

 

Evandro ainda destaca: “Os dois tipos de agricultura (convencional e agroecológica) exigem técnicas e conhecimentos diferentes. Nós trabalhamos com o modelo agroecológico e é o que procuramos construir através dos cursos de formação, porque primeiro o agricultor precisa mudar a forma de pensar, para depois ir testando e incorporando práticas, vendo e acreditando que vai dar certo.”

 

Estradas para os bananais

A produção de banana se dá na encosta dos morros, sendo transportada até a residência em carros de boi. Uma das dificuldades dos agricultores é o acesso aos bananais. As estradas em precário estado de conservação, além de dificultarem o acesso também, danificam a banana colhida e depreciam seu preço. A alternativa local para a solução deste problema tem sido a “patrulha agrícola” municipal, que dispõem de máquinas para realizar este reparo.

 

 

 

 

 

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