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13/05/2013

Programa Agricultura Familiar e Agroecologia

Frutas Nativas para fortalecer a agroecologia

 

Célio Salvador de Souza divide com os irmãos uma área de 18,5 hectares em Maquiné. Lá produzem banana orgânica, aipim, tomate e maracujá, que vendem para a merenda escolar. As duas  mil mudas de juçara plantadas recentemente devem dar resposta em poucos anos. O agricultor tem interesse na renda que a venda da polpa dos frutos da palmeira pode trazer, em torno de 15 reais/ano por pé, ele estima.

 

 

Na tarde de 2 de maio, Célio acompanhava pela primeira vez a despolpa da fruta na qual está apostando, na atividade da Oficina de Despolpa de Frutas Nativas, organizada pela Anama em parceria com o CETAP na Escola Rural de Osório. Com ele, dezenas de agricultoras e agricultores experimentaram o processo de tornar fruta em polpa, que segundo Cristiano Motter, do Centro Ecológico, está caindo no gosto das pessoas, que cada vez mais conhecem e procuram estes alimentos. Estavam presentes alunos do ensino técnico em agropecuária da Escola Rural e representantes de organizações da agricultura familiar do Litoral Norte: ACERT, ECOTORRES, IÇARA, APPI, Sabores da Terra, Grupo Bons Ventos, COOMAFITT e COOPVIVA.

 

Antes da atividade prática de despolpa com juçara, goiaba, butiá e maracujá, o técnico da CETAP, Alvir Longhi, falou sobre a importância de se valorizar as frutas e espécies nativas como um todo: “Seja o potencial do ponto de vista do cultivo, associado à  conservação ambiental, seja do ponto de vista de produção de alimentos e também de mercado, especialmente porque é um produto que hoje tem uma boa aceitação por parte do público urbano”, esclarece Alvir.

Entre os aspectos mais importantes, ele destaca que são espécies que favorecem o desenvolvimento de formas de cultivo agroflorestais, ecologicamente adequados à dinâmica dos ecossistemas locais. Também o fato de ampliar a base alimentar das pessoas, com produtos de alto potencial nutritivo. Por fim, a possibilidade de agregarem valor. “São espécies até então negligenciadas, não estão sendo usadas e elas se apresentam, especialmente para os agricultores, como uma alternativa para fonte de renda”. Ele cita como exemplo agricultores que tem 20 pés de guabiroba em casa, e os frutos são aproveitados apenas pelos animais silvestres, desperdiçando a oportunidade de ter mais uma fonte de renda na propriedade.

 

São experiências que se cruzam num ambiente promovido por projetos patrocinados pela Fundação Luterana de Diaconia e pelo Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania. O oficineiro Alvir, que também é membro do Encontro dos Sabores, um empreendimento que trabalha com a comercialização e desenvolvimento de produtos a partir das frutas nativas, afirma que o que existe de mais moderno para o agricultor é exatamente a agroecologia. “Hoje o que é fazer uma agricultura de alto conhecimento? É a agroecologia. É nela que o agricultor conhece e faz o biofertilizante, lida com a diversidade, maneja um conjunto de coisas. Na agricultura convencional, a dita de ponta, o agricultor nada mais é do que um mero aplicador de uma tecnologia, ele não detêm esta tecnologia, não conhece a tecnologia, só usa a técnica. Ele só usa o Roundup, só pilota o trator, só pilota a colheitadeira, só usa determinada semente. Ele somente aplica determinadas técnicas. O agricultor ecologista não. Ele domina uma série de conhecimentos, ele aplica e desenvolve conhecimento. É o que nós temos de mais moderno e complexo na agricultura”.

 

Rafael Ritter, da associaçaõ IÇARA de Maquiné, foi quem orientou a despolpa das frutas de juçara, atividade que costuma fazer nos vales do município onde mora, constantemente sensibilizando os agricultores a olharem esta palmeira como geradora de alimento e renda em pé, e não cortada para palmito. Valéria Bastos, também integrante da IÇARA, destacou a iniciativa da associação no envio de proposta de projeto junto à FLD para qualificação do processamento artesanal da polpa feita pelas famílias da associação hoje.

 

Qualificar a produção, envolver empreendimentos urbanos e consumidores são passos fundamentais para a estruturação da cadeia das frutas nativas e para o fortalecimento da agroecologia.

 

 

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